Poetas não podem conceber-te,
Querem às turvas mostrar-se.
Há de haver louvores, censuras!
Quem vai confessar-se em amor puro?
Todavia abrimo-nos sob pensar
No calmo e cintilante desejo do coração.
Quanto amei , quanto vivi,
Quanto aspirei e senti,
Só flores num ramo — aí estão;
E a verdade e a juventude,
E a vontade e a virtude
Ficam bem numa canção.
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